BRASIL – Presidente Lula classifica ações de Israel em Gaza como genocídio e critica hipocrisia da classe política internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez novas declarações polêmicas sobre a guerra em Gaza durante o lançamento do programa Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro. Em seu discurso, Lula classificou o conflito como genocídio e responsabilizou o governo de Israel pelas mortes de civis, principalmente mulheres e crianças palestinas.

Em um trecho de seu discurso, o presidente afirmou: “O que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”. Lula também fez referência a uma entrevista dada na Etiópia, pedindo para que as pessoas lessem a entrevista antes de julgá-lo, e criticou as mortes de mulheres e crianças dentro de hospitais em Gaza.

As declarações de Lula causaram polêmica e levaram o governo de Israel a declará-lo persona non grata no país. Em resposta, o governo brasileiro convocou o embaixador em Tel Aviv “para consultas” e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou o chanceler israelense, Israel Katz, por suas declarações sobre o presidente brasileiro.

Além disso, o presidente Lula também abordou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU para incluir representações permanentes de países da América Latina, África, Índia e outras nações. Ele criticou os vetos dos EUA às resoluções da ONU para um cessar-fogo em Gaza e chamou a classe política de hipócrita pela inação diante dos conflitos em curso.

Lula fez um apelo por mais política e menos hipocrisia na solução de conflitos, destacando a importância da sensibilidade em relação às crianças que sofrem com a falta de alimentos no mundo. Ele concluiu seu discurso afirmando que é preciso conscientizar as pessoas sobre a realidade das guerras e a necessidade de acabar com a hipocrisia e promover ações políticas efetivas para a paz.