
BRASIL – MP-SP investiga racha em facção criminosa e ameaça de morte a líder após conversa interceptada com policiais penais.
A mensagem, datada de 15 de fevereiro, foi assinada por S.F., provavelmente uma referência ao termo Sintonia Fina, usado pelo PCC para designar os membros responsáveis por coordenar as ações internas e os comunicados aos seus membros. Segundo a interceptação do Gaeco, decretar significa sentenciar à morte, indicando a seriedade da situação.
A exclusão dos três supostos membros da facção teria origem na divulgação de áudios contendo trechos de uma conversa entre o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e policiais penais federais. Em um dos áudios divulgados, Marcola descreve Tiriça como um “psicopata”, o que acabou sendo usado em um julgamento que resultou na condenação de Tiriça a 31 anos e 6 meses de prisão por ordenar o assassinato de uma psicóloga em 2023.
Essa conversa teria sido gravada na Penitenciária Federal de Porto Velho, onde Marcola estava cumprindo pena, e atualmente, Marcola está detido em Mossoró. A situação se torna ainda mais complexa com a fuga de dois presos desse presídio federal em Mossoró no último dia 14.
A mensagem interceptada pelo Gaeco alega que a gravação e o vazamento da fala de Marcola sobre Soriano foram uma estratégia para “criar um racha dentro da organização”. Adicionalmente, há relatos de que os membros expulsos e jurados de morte teriam se unido contra Marcola, jurando vingança.
A investigação atualmente está em andamento no MP-SP, que está analisando a situação com cautela e tomando as medidas necessárias para lidar com esse possível racha dentro do PCC e suas implicações para a segurança pública e o sistema prisional. A segurança e a estabilidade dessas organizações criminosas são fundamentais para a tranquilidade da população e o bom funcionamento do sistema de justiça.









