BRASIL – Presidente Lula levanta hipótese de cumplicidade em fuga de detentos de penitenciária federal em Mossoró.

O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, expressou sua preocupação com a fuga dos detentos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) e levantou a possibilidade de que eles tenham tido algum tipo de apoio interno. Durante uma coletiva de imprensa realizada durante sua viagem à Etiópia e transmitida pela internet, Lula ressaltou a rápida decisão do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em abrir uma sindicância sobre o caso.

“Queremos saber como esses cidadãos cavaram um buraco e ninguém viu. Não quero acusar, mas teoricamente parece que houve a conivência de alguém do sistema lá dentro. Como não posso acusar ninguém, sou obrigado a acreditar que a investigação que está sendo realizada pela polícia local e pela Polícia Federal nos indique o que aconteceu”, afirmou o presidente.

Os fugitivos, identificados como Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, são os primeiros detentos da história brasileira a escapar de uma penitenciária federal de segurança máxima. Além da unidade de Mossoró, existem outras quatro no país: em Catanduvas (SC), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

“É a primeira vez que fogem pessoas nesses presídios. Isso significa que pode ter havido relaxamento e nós vamos saber de quem”, acrescentou Lula. A busca pelos fugitivos mobiliza cerca de 300 agentes federais, incluindo helicópteros e drones. A forma como ambos escaparam está sendo investigada, já que um buraco foi encontrado em uma parede e suspeita-se que eles tenham usado ferramentas destinadas a uma obra interna.

A fuga dos detentos de uma penitenciária federal é um acontecimento inédito e levanta questões sobre a segurança e a gestão dessas instituições. Lula destacou a importância da investigação para identificar possíveis falhas no sistema e garantir que medidas sejam tomadas para evitar que situações similares ocorram no futuro. A fuga dos detentos é um fato grave que demanda a devida atenção e ação por parte das autoridades responsáveis.