BRASIL – “Seleção feminina de goalball do Brasil assume vaga para Paralimpíada de Paris após torneio africano não atender exigências do IPC”

A equipe feminina de goalball do Brasil conquistou uma vaga para a Paralimpíada de Paris, que será realizada na França. A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) anunciou que o Brasil assumirá a vaga originalmente destinada ao continente africano, devido ao torneio regional classificatório não ter atendido às exigências do Comitê Paralímpico Internacional (IPC).

As jogadoras brasileiras tiveram três oportunidades anteriores para garantir sua presença em Paris, mas não obtiveram sucesso. No Campeonato Mundial de 2022, a equipe precisava chegar à final, mas acabou sendo eliminada na fase inicial. Nos Jogos Mundiais no ano passado, a equipe tinha a obrigação de se tornar campeã, porém conquistou a medalha de bronze. Nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, no Chile, a seleção brasileira também conquistaria sua vaga se ganhasse a medalha de ouro, mas mais uma vez ficou com o bronze e parecia estar fora da Paralimpíada.

Enquanto isso, o Campeonato Africano de goalball feminino contou apenas com a participação de três equipes (Argélia, Egito e Gana), número insuficiente para atender aos critérios do IPC, que exigia a presença de no mínimo quatro seleções. Com isso, o continente africano perdeu a vaga paralímpica que teria direito no goalball feminino.

A vaga então foi oferecida pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) à melhor seleção dos Jogos Mundiais que ainda não estivesse garantida em Paris. Com China e Japão já classificados, o Brasil recebeu o convite e aceitou. A confirmação oficial por parte da IBSA é aguardada.

O técnico Alessandro Tosim, que assumiu a equipe feminina em dezembro, expressou a felicidade das jogadoras ao receberem a notícia da classificação. Ele enfatizou a mudança nas perspectivas de trabalho, destacando a evolução do grupo e reforçando a determinação em conquistar uma medalha na Paralimpíada.

O goalball é um esporte adaptado para pessoas com deficiência visual, e cada time conta com seis atletas, sendo que três podem ser titulares. Todos os jogadores usam vendas nos olhos para garantir equidade entre atletas com diferentes níveis de visão, e a bola utilizada possui um guizo que ajuda na orientação espacial dos atletas durante a partida.