
BRASIL – Pesquisa de três pesquisadores da UFRJ revela descoberta de espécies raras de peixe no Parque Nacional da Tijuca.
De acordo com Katz, a equipe já vinha estudando os peixes do litoral há vários anos e notou que os peixes de São Paulo apresentavam DNA semelhante aos das espécies encontradas no Rio de Janeiro, apesar das diferenças de colorido. Foi essa observação que os levou a focar em um peixe específico com uma coloração diferenciada.
Os exemplares de bagre dourado encontrados na Floresta da Tijuca apresentavam uma coloração rara, em tom totalmente amarelo ou dourado, o que levantou o interesse dos pesquisadores em verificar se essa espécie era a mesma encontrada em São Paulo. Os testes de DNA confirmaram que os exemplares dourados da Floresta da Tijuca eram os mesmos encontrados em São Paulo.
Vilardo ressaltou que a descoberta é importante não apenas por revelar a presença do bagre dourado em diferentes áreas dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas também pela raridade da coloração amarela, que até então havia sido registrada poucas vezes. Além disso, a descoberta reforça a importância da preservação dos corpos de água doce na região.
Essa importância foi sublinhada por Katz, que destacou o papel fundamental desses peixes na Mata Atlântica, onde atuam no controle populacional de mosquitos vetores de doenças como a dengue. A descoberta dos pesquisadores da UFRJ reforça a necessidade de preservação do Parque Nacional da Tijuca e serve como orientação para ações de conservação e ordenamento territorial.
A chefe da unidade do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar, ressaltou a relevância dos resultados das pesquisas para a conservação do parque, destacando a importância de utilizar essas informações de forma efetiva para conscientizar os visitantes e garantir o uso sustentável do território. A descoberta do bagre dourado na Floresta da Tijuca abre novas perspectivas para pesquisas futuras sobre a biodiversidade da região.









