
BRASIL – Advogado afirma que vítima de estupro coletivo por policiais recebeu proposta de R$ 30 mil para ficar em silêncio.
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu o afastamento imediato dos policiais militares apontados como autores do crime e que a Corregedoria adote medidas. A vítima também afirmou que outro policial tentou fazê-la desistir de denunciar a violência cometida contra ela, conforme relatou seu advogado Allan Kardec Iglesias.
Além disso, a vítima engravidou após o estupro, descobrindo a gravidez em dezembro, quatro meses depois da agressão. Ela decidiu fazer um aborto, e uma das exigências do hospital foi a apresentação do boletim de ocorrência, o que gerou controvérsia, já que a rede no Sistema Único de Saúde que realiza esse tipo de procedimento não pode exigir o documento, nem exames, bastando a palavra da vítima. A vítima havia ido a outro hospital que fez a mesma exigência e a orientou a procurar a unidade indicada, já que a gravidez já tinha passado de 20 semanas.
Na quinta-feira (1º), a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil apura o caso e que “diante da gravidade da denúncia”, a Polícia Militar instaurou uma sindicância para investigar a participação de agentes da corporação no crime notificado.
A vítima também relatou que, apesar de ter sido acolhida por familiares, tentaram convencê-la a não levar adiante a investigação do episódio. O advogado da vítima destacou a importância de se fazer justiça e responsabilizar os culpados pelo crime. A denúncia do advogado traz à tona a necessidade de proteção e amparo às vítimas de violência sexual, bem como a importância de se combater a impunidade no caso de abusos cometidos por agentes do Estado.









