
BRASIL – Receita Federal revoga isenção tributária de líderes religiosos em decisão publicada no Diário Oficial da União.
De acordo com a Receita Federal, a reversão da isenção tributária seguiu uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). O ato declaratório representa uma interpretação do órgão sobre a aplicação de normas fiscais, em resposta ao entendimento do TCU de que a isenção era atípica, uma vez que não foi analisada pela Subsecretaria de Tributação da Receita.
O ato cancelado previa que apenas as parcelas pagas com características e em condições relacionadas à natureza e quantidade do trabalho executado seriam consideradas remuneração, tornando o ministro ou membro contribuinte individual, prestador de serviços à entidade ou à instituição de ensino vocacional. A medida visa a garantir a arrecadação de tributos sobre os salários desses líderes religiosos.
Além disso, o ex-secretário especial Julio Cesar, que assinou o despacho para a entrega de joias presenteadas pelo governo da Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, foi exonerado da Receita Federal em junho do ano passado. A defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade neste caso.
Com a publicação do ato declaratório, líderes religiosos que antes contavam com a isenção tributária sobre seus salários agora terão que arcar com a tributação sobre suas remunerações. Essa medida representa uma mudança na política tributária para esse grupo de profissionais e deve gerar impacto em suas finanças pessoais. A reversão da isenção tributária segue a determinação do TCU e coloca a Receita Federal como responsável por analisar e interpretar a aplicação das normas fiscais.









