
BRASIL – Brasil comemora três anos da primeira vacinação contra covid-19, mas ainda busca aumento na cobertura vacinal.
O médico infectologista Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), destacou que embora a pandemia de covid-19 tenha sido controlada, o vírus ainda está em circulação e há mortes causadas pela doença. Vecina lembrou que o Brasil passou por momentos críticos durante a pandemia, citando atitudes negacionistas e antivacina do ex-presidente Jair Bolsonaro e de membros do governo. No entanto, ele ressaltou a atuação da rede periférica de serviços de saúde pública na imunização da população como um aspecto positivo.
Mônica Calazans, a primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Brasil, compartilhou sua emoção ao receber a vacina, trazendo esperança para os brasileiros. Ela enfatizou a importância da vacinação contínua contra a covid-19 e comparou o período mais crítico da pandemia com a situação atual.
Vecina também destacou a baixa cobertura de vacinação infantil e a necessidade de manter a imunização de grupos de risco. Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, enfatizou a importância de vacinação anual para esses grupos e a necessidade de proteção contra novas variantes do vírus.
O Ministério da Saúde informou sobre a estratégia de vacinação para grupos prioritários e a recomendação de dose de reforço para a população a partir de 12 anos. Até o momento, cinco vacinas covid-19 estão autorizadas para uso no Brasil, e a cobertura vacinal primária com as vacinas monovalentes registra uma cobertura de 83,86% desde janeiro de 2021 até janeiro de 2024.
A avaliação de cobertura vacinal e a adequação dos esquemas de vacinação estão sendo constantemente atualizadas pelo Ministério da Saúde, de acordo com as aprovações regulatórias e as novas variantes do vírus disponíveis no país.









