
BRASIL – Conflito entre Israel e Palestina amplia área de conflagração e pode gerar impacto global em diversas áreas.
Essa rota é de extrema importância para o transporte de petroleiros e cargueiros com produtos e insumos industriais chineses. Diante da ameaça de mísseis e drones, as quatro maiores transportadoras marítimas do mundo, juntamente com a companhia British Petroleum, decidiram evitar o Canal de Suez, optando por uma rota mais longa, contornando o continente africano pelo Oceano Índico e pelo Atlântico para alcançar a Europa.
Esse desvio tem impactos negativos, resultando em atrasos e custos adicionais, afetando o fornecimento de bens duráveis e insumos e pressionando o preço do petróleo, que teve um aumento de 1% nos mercados internacionais após bombardeios dos Estados Unidos e Grã-Bretanha às bases dos Houthis no Iêmen. Esse aumento no preço do petróleo tem potencial para gerar inflação a nível internacional, afetando a economia global.
Além disso, a entrada dos Houthis no conflito ao lado do Hamas, menos de um mês após os ataques de Israel à Faixa de Gaza, representa uma escalada significativa. Esses grupos, juntamente com o libanês Hezbollah, que recebem apoio armamentista do Irã, formam um “eixo de resistência” contra Israel e a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio. Essa situação traz riscos não apenas econômicos e de segurança, mas também políticos, especialmente para o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que poderá enfrentar desafios em sua reeleição em novembro.
O historiador Bernardo Kocher destaca que as derrotas externas, como a crise na Ucrânia e o conflito em Gaza, podem afetar negativamente a popularidade de Biden, principalmente entre grupos minoritários, como eleitores de origem árabe e latina. Essas questões geopolíticas e econômicas precisam ser acompanhadas de perto, pois têm o potencial de causar impactos significativos a nível global.









