
BRASIL – Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República abre sindicância para apurar uso de recursos públicos em viagem de servidores.
Entretanto, três assessores da pasta, identificados como Tereza Raquel Gonçalves Ferreira das Chagas, Bruno Fernandes de Alencar da Silva e Yuri Darlan Goes de Almeida, viajaram para o mesmo destino entre os dias 2 e 6 de novembro e tiveram suas despesas pagas com recursos públicos. As datas coincidem com a presença do ministro na capital sergipana para a agenda particular. Os três ocupam cargos de livre provimento na Secretaria-Geral da Presidência da República.
Em uma coletiva de imprensa convocada pelo próprio ministro para explicar o caso, Macêdo admitiu que houve um erro formal por parte do seu gabinete e garantiu que tal situação não se repetirá. Ele esclareceu que pagou pelas suas passagens em voo comercial e que foi em agenda particular, sem receber diárias para isso. Segundo ele, houve uma confusão sobre o uso de recursos públicos para a viagem.
O custo total das diárias e passagens dos três servidores foi de R$ 18.559,27, de acordo com dados levantados no Portal da Transparência. A viagem foi descrita como “de ordem do ministro de Estado da Secretaria-Geral da Presidência da República, senhor Márcio Macêdo”, para que os servidores representassem o ministro em uma agenda do Instituto Renascer para a Vida (Revida), uma associação civil.
Macêdo afirmou que não tinha conhecimento e não autorizou a viagem dos assessores, em deslocamento oficial pago pelo governo, e assegurou que os recursos foram devolvidos aos cofres públicos pelos servidores. Ele também informou que prestará informações sobre o caso ao Tribunal de Contas da União (TCU) e espera que o resultado da sindicância indique a adoção de novos procedimentos para a autorização de viagens. No entanto, não especificou quais procedimentos seriam adotados.









