BRASIL – Especialistas alertam para a necessidade urgente de transição energética global para combater o aquecimento global e evitar desastres climáticos.

Especialistas alertam para a necessidade urgente de uma transição energética global para uma economia de baixo carbono, a fim de evitar os desastres climáticos causados pelo aquecimento global. De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, o ano de 2023 foi o mais quente já registrado no planeta, com uma média de 1,48ºC acima do período pré-industrial de 1850-1900, quando a queima de combustíveis fósseis em larga escala começou.

O Acordo de Paris estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC para evitar consequências mais graves, mas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Brasil registrou uma média de temperatura de 24,92ºC em 2023, a mais alta da série histórica. Claudio Angelo, coordenador de Comunicação e Política Climática do Observatório do Clima, destaca a necessidade de um plano de ação imediato para a transição energética, com os países ricos abandonando os combustíveis fósseis seguidos pelos países em desenvolvimento.

Segundo Angelo, é crucial que as emissões globais diminuam de forma radical e mais drástica do que qualquer coisa vista na história da humanidade, especialmente pelos grandes produtores de petróleo, incluindo o Brasil. Após o El Niño, espera-se que a temperatura caia ligeiramente, mas a ultrapassagem do limite de 1,5ºC terá consequências devastadoras.

Branca Americano, especialista sênior do Instituto Talanoa, enfatiza a urgência de cortar a queima de combustíveis fósseis e de acabar com o desmatamento, transformando a agricultura em uma atividade de baixo carbono. Ela ressalta a importância da adaptação aos eventos climáticos extremos, como secas e enxurradas, e aponta a necessidade de planejamento e mudanças no estilo de vida para enfrentar as mudanças climáticas.

Ambos os especialistas alertam para a vulnerabilidade do Brasil diante dos impactos do aquecimento global, enfatizando a necessidade de um plano de adaptação urgente para proteger a população de eventos meteorológicos extremos. A pressão sobre os sistemas públicos de saúde, segurança e moradia crescerá com o aumento das temperaturas, levando à necessidade de um planejamento eficaz para mitigar os impactos.