
BRASIL – Crise de segurança no Equador: Confederação Indígena culpa políticas neoliberais e líderes por situação de medo e caos
O neoliberalismo, doutrina que prega a máxima liberdade dos agentes econômicos e a mínima intervenção do Estado na economia, é apontado como responsável pela atual situação, sendo implementado por meio de privatizações, cortes de gastos e investimentos públicos, desregulamentação trabalhista, entre outras medidas.
A Conaie, que reúne 53 organizações de base indígena, afirma que as políticas neoliberais adotadas também geraram mais desigualdade e pobreza, criando condições sociais propícias para o recrutamento de jovens por parte do crime. A organização destacou a falta de liderança e de um projeto político claro dos últimos governos, que priorizaram suas agendas para favorecer os grandes grupos econômicos em detrimento da maioria da população.
Além disso, a entidade apontou a permissividade das autoridades nos últimos anos, permitindo que criminosos se infiltrassem na maioria das entidades estatais e debilitassem a institucionalidade encarregada da segurança pública. Diante disso, a Conaie fez um chamado para que a população se mantenha ativa em guardas comunitárias, controlando o acesso a seus territórios, e para a construção de uma unidade nacional que permita superar a crise.
Enquanto isso, grupos do crime organizado ligados ao tráfico de drogas têm provocado uma onda de sequestros e explosões no país desde terça-feira (9). Após a fuga de um presídio de uma liderança de uma das quadrilhas que atuam no país, tem ocorrido o sequestro de civis e policiais. Em resposta, o presidente equatoriano Daniel Noboa decretou Estado de Emergência com toque de recolher e convocou as Forças Armadas para atuar contra os grupos criminosos.
A situação enfrentada pelo Equador coloca em evidência a complexidade da crise de segurança no país, despertando preocupações tanto internas quanto internacionais. Com uma análise baseada nas causas estruturais do problema, a Conaie busca não apenas responsabilizar as falhas do Estado, mas também propor soluções que envolvam a participação ativa da população e a construção de consensos políticos para enfrentar a crise em sua totalidade.









