
ALAGOAS – “Hospital Geral do Estado alerta para os riscos da Miíase em feridas desprotegidas e ressalta a importância do tratamento adequado”
De acordo com a médica pediatra Josane Paes, a ocorrência de larvas que se alimentam dos tecidos do couro cabeludo é comum e pode acontecer quando um ferimento não é tratado corretamente. As moscas depositam mais de 200 ovos em ferimentos não tratados, resultando na infestação por larvas. Isso pode afetar tanto animais quanto humanos, principalmente crianças do sexo feminino cuja ferida está escondida entre os cabelos.
A infestação das larvas pode ocorrer em menos de 24 horas, e as consequências para a saúde incluem infecção, mal cheiro, pus e até hemorragias graves. A médica ressalta que não se trata apenas de uma condição de pessoas que vivem em condições precárias de higiene, uma vez que qualquer pessoa pode ser escolhida por uma mosca para depositar seus ovos.
A dona de casa Luciene Marques da Silva, de 31 anos, relatou um caso em que sua filha de seis anos desenvolveu o problema. Ela confessou que nunca havia ouvido falar que algo assim poderia acontecer e se surpreendeu com a situação. A criança precisou de intervenção cirúrgica para remover todas as larvas, e parte do seu cabelo ao redor do ferimento também precisou ser retirado.
A médica pediatra Josane Paes acrescenta que o tratamento é feito através da remoção das larvas da ferida por catação, e a região é esterilizada. Além disso, é necessário recorrer a antibióticos para tratar a infecção. Ela também ressalta que no tratamento não é recomendado o uso de azeite, álcool, creolina e outras substâncias aplicadas diretamente na pele, pois isso pode incomodar as larvas e fazê-las tentar entrar ainda mais fundo na ferida.
Fernando Melro, diretor geral do HGE, ressalta a importância de buscar atendimento médico em casos como estes. Ele destaca que o HGE conta com uma equipe qualificada de profissionais especializados no atendimento pediátrico 24 horas, mas a preferência pelo primeiro atendimento deve ser iniciada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A história de Luciene serve de alerta para a importância de cuidar corretamente de ferimentos e manter uma boa higiene, a fim de evitar riscos como o da infestação por larvas. O relato também reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos pais para prevenir situações tão desagradáveis.









