BRASIL – Justiça do Paraguai determina confisco de R$ 150 milhões em bens e valores de doleiro investigado na Lava Jato.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou hoje que a Justiça do Paraguai determinou o confisco de bens e valores do doleiro Dario Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros” e investigado no Brasil por lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

De acordo com a PGR, o patrimônio confiscado fora do país é estimado em R$ 150 milhões e inclui um avião, carros de luxo, fazendas e cabeças de gado. Messer fez um acordo de colaboração premiada e responde a sete ações penais na Justiça Federal do Rio oriundas das investigações envolvendo o ex-governador Sergio Cabral.

O Ministério Público Federal (MPF) descobriu que o acusado tinha um patrimônio não declarado no processo de delação, que previu a devolução de valores desviados, e foi necessária a celebração de um acordo de cooperação entre o MP brasileiro, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público do Paraguai para bloquear os bens.

Com o confisco, as autoridades brasileiras poderão iniciar o procedimento de devolução dos valores. Entretanto, não há um prazo definido para o retorno do montante ao Brasil, devido à possibilidade de recurso contra o confisco.

No ano passado, Dario Messer se comprometeu a devolver cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O doleiro foi investigado nas operações Câmbio, Desligo, sobre esquema de lavagem de dinheiro a partir do Uruguai e que movimentou mais de US$ 1,6 bilhão; Marakata, sobre transações de dólar-cabo para lavar dinheiro em contrabando de esmeraldas; e Patrón, referente ao braço no Paraguai da organização de lavagem de dinheiro.

A determinação do confisco dos bens e valores de Messer representa mais um avanço nas investigações realizadas no âmbito da Lava Jato e reforça o compromisso das autoridades em combater a lavagem de dinheiro e a corrupção. A cooperação entre o Brasil e o Paraguai é essencial para garantir que os valores desviados sejam recuperados e que a justiça seja feita. As autoridades brasileiras seguem atentas e trabalhando para assegurar a devolução dos recursos aos cofres públicos.