
BRASIL – “Seca recorde na Bacia Amazônica afeta rios, biodiversidade e população, alerta pesquisa da União Europeia”
O estado do Amazonas foi um dos mais afetados, enfrentando uma redução das chuvas entre 100 e 350 milímetros abaixo do normal, cerca da metade do esperado para a região. Além disso, de agosto a novembro, a região enfrentou uma série de ondas de calor que elevaram a temperatura para marcas recordes, com as máximas alcançando de 2°C a 5°C acima da média histórica.
A situação levou o governo do Amazonas a decretar estado de emergência em todos os 62 municípios do estado, afetando mais de 630 mil pessoas até o momento. Além disso, a escassez de chuvas agravou diversos problemas, como o perigo à vida dos animais, aumento do risco de incêndios e níveis fluviais mais baixos, dificultando a mobilidade nas comunidades ribeirinhas e o acesso a bens essenciais.
Diante desse cenário, o estudo da União Europeia ressalta a necessidade de uma resposta regional abrangente, ultrapassando as fronteiras nacionais. As previsões indicam que as condições mais secas e quentes devem persistir em 2024, principalmente devido à continuidade do fenômeno El Niño, que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico.
Portanto, a situação da Bacia Amazônica em 2023 apresentou desafios significativos em relação ao clima e à disponibilidade de chuvas, exigindo uma abordagem abrangente e cooperação regional para lidar com os impactos dessas condições extremas.









