BRASIL – Redução de quase 6% nos crimes violentos letais intencionais é estimada pelo Ministério da Justiça para 2023.

O Brasil pode ter motivos para comemorar, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que estima uma redução de quase 6% no número de assassinatos, incluindo feminicídios, em comparação com o ano anterior. A notícia foi divulgada pelo ministro Flávio Dino nesta quinta-feira.

Durante a apresentação de um balanço preliminar das ações realizadas pelo ministério ao longo deste ano, Dino afirmou que a tendência é de uma diminuição de aproximadamente 5,7% nos chamados crimes violentos letais intencionais. No entanto, ele ressaltou que os resultados ainda não são definitivos, pois não levam em conta os dados das últimas semanas.

Apesar disso, o ministro aproveitou a cerimônia de entrega de mais de 700 viaturas policiais para estados e adiantou parte dos resultados. Registos indicam que, em 2021, o país teve 42.721 crimes violentos letais intencionais, enquanto em 2022, foram 42.620. Até novembro deste ano, foram registradas 36.854 ocorrências dessa natureza, de acordo com Dino.

Os números são encorajadores, mas o ministro frisou que a projeção para este ano é que o total chegue a, no máximo, 40.173 casos. Vale lembrar que são considerados crimes violentos letais intencionais os homicídios dolosos, incluindo o feminicídio, a lesão corporal seguida de morte e o latrocínio.

Flávio Dino também fez questão de destacar que a redução do armamentismo irresponsável tem contribuído para a melhora dos indicadores de violência. Ele ressaltou que a queda no número de armas registradas até novembro deste ano, que totalizou 28.304, representa uma diminuição de quase 79% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 135.915 armas.

Se os números preliminares forem confirmados, a redução significará aproximadamente 2,5 mil vidas salvas. O ministro ainda enfatizou que os resultados obtidos demonstram que não há correlação lógica entre o crescimento do número de armas e a redução de mortes violentas ou homicídios.

Mesmo com os avanços, Dino ponderou que os resultados não são espetaculares, mas afirmou que está avançando na direção correta e que isso é motivo de satisfação. Ele também ressaltou que ninguém conduz uma política pública sozinho e que a melhora nos indicadores relativos à violência poderia ocorrer mais rapidamente se dependesse apenas de sua vontade. No entanto, ele destacou que é necessário implementar uma política pública nos termos que a realidade permite.