
BRASIL – Ministério da Saúde incorpora vacina contra dengue ao SUS, sendo o Brasil pioneiro no acesso público ao imunizante.
A decisão de incorporar a vacina ao SUS foi analisada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec), levando em consideração a relação custo-benefício e a questão do acesso. A partir do parecer favorável da Conitec, o Ministério da Saúde planeja definir os públicos alvo prioritários e as regiões com maior incidência da doença para a aplicação das doses nas primeiras semanas de janeiro.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) serão responsáveis por estabelecer a estratégia de utilização do quantitativo de vacinas, considerando que o laboratório responsável pela Qdenga prevê a entrega de 5,082 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. O esquema vacinal é composto por duas doses, e a vacina tem indicação para prevenção da dengue causada por qualquer sorotipo do vírus para pessoas de 4 a 60 anos de idade.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), falou sobre a importância da vacina para o controle da dengue, destacando que a doença impacta praticamente todo o território nacional e que o controle do vetor vem sendo insuficiente para reduzir as taxas de infecção, resultando em um recorde de óbitos no último ano. Ele enfatizou o potencial da vacina, juntamente com outras medidas, como um instrumento importante para o controle da doença.
Kfouri também mencionou a faixa etária ideal de introdução da vacina, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, que recomendou a faixa etária entre 6 e 16 anos. Ele apontou que dentro dessa faixa etária já existem outros imunizantes que podem ser associados à vacina da dengue, otimizando os atendimentos nos hospitais.
Com a incorporação da vacina contra a dengue ao SUS, o Brasil dá um passo importante no combate a essa doença endêmica, oferecendo proteção à população e visando reduzir os impactos da dengue em todo o país. A decisão representa um marco na saúde pública brasileira e um avanço significativo no enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.









