BRASIL – “Aprovação da Reforma Tributária Contribui para Elevação da Nota da Dívida Pública, Diz Ministro da Fazenda”

A elevação da nota da dívida pública brasileira foi tema de destaque nesta terça-feira (19) com o pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, a harmonia entre os Poderes foi fundamental para esta conquista. As recentes aprovações da reforma tributária e do novo arcabouço fiscal representam um exemplo da coordenação entre o Executivo e o Legislativo em nome de um objetivo comum.

Neste contexto, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P Global) elevou a nota da dívida soberana brasileira, seguindo a Fitch, que já havia melhorado a nota brasileira em julho. Para Haddad, a S&P estava aguardando o desfecho das reformas para tomar essa decisão. Ele ressaltou que as agências percebem a coordenação em torno de um objetivo maior quando há harmonia entre os Poderes.

Haddad também elogiou o trabalho do Congresso, enfatizando a atuação dos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Ele reconheceu que, apesar da elevação da nota, existem desafios para garantir o ambiente de estabilidade em 2024, entre eles a implementação do novo marco fiscal e a recomposição da base tributária.

O ministro destacou a importância de o Brasil crescer mais que a média mundial nos próximos anos para corrigir distorções. Ele afirmou que o país deve pouco em moeda estrangeira e defendeu a obtenção do grau de investimento, pois possui mais de US$ 300 bilhões em caixa.

Além de Haddad, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, comemorou a elevação da nota da dívida do governo brasileiro. Ela expressou sua satisfação nas redes sociais, destacando a parceria entre o governo e o Congresso na aprovação da reforma tributária.

São várias as perspectivas e análises em torno desse tema, sendo certo que a elevação da nota da dívida pública brasileira traz um novo horizonte para a economia do país. Há desafios a serem superados, mas a conquista alcançada e o reconhecimento das agências de classificação de risco representam um importante marco para a gestão fiscal brasileira.