
BRASIL – Mudança climática prejudica infraestrutura brasileira e compromete crescimento do país, alerta OCDE em relatório bianual.
A OCDE ressalta que a infraestrutura pública do Brasil é particularmente vulnerável a choques climáticos, principalmente devido ao rápido crescimento urbano desordenado. Secas e enchentes têm causado danos significativos, afetando a capacidade de fornecimento de energia e causando prejuízos em áreas urbanas e de transporte.
O relatório também destaca a importância de considerar a resiliência climática no planejamento, financiamento e entrega de empreendimentos de infraestrutura. Além disso, a OCDE recomenda a revisão das políticas urbanas para evitar novas construções em áreas de risco e reduzir o impacto das mudanças climáticas. A organização também pede mais investimentos em transporte coletivo e o desenvolvimento de um mercado de carbono para reduzir as emissões de gás carbônico.
De acordo com as estimativas da OCDE, os investimentos necessários para adaptar a infraestrutura às mudanças climáticas poderiam custar 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano entre 2022 e 2030. No entanto, o relatório ressalta que esses investimentos seriam compensados pelos benefícios de redução de prejuízos e retorno econômico.
Além disso, o relatório destaca a importância do cumprimento do Código Florestal e o controle rigoroso do desmatamento como medidas essenciais para lidar com os desafios climáticos.
Em resumo, a OCDE destaca a necessidade urgente de políticas e ações específicas para enfrentar os impactos da mudança climática na infraestrutura brasileira. A organização enfatiza a importância de considerar a resiliência climática em todos os setores de infraestrutura, além de investimentos significativos e eficazes para lidar com os desafios climáticos e garantir o crescimento sustentável do Brasil.









