
BRASIL – Médico procurado por homicídio é preso em hospital durante atendimento em Caçapava, SP.
A Secretaria da Segurança Pública recebeu informações que levaram as autoridades policiais a descobrir que o médico estava hospedado em um hotel na cidade e atuando na região. Um mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, na última terça-feira (12).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tarcísio Kaltbach, o indiciamento se deu por homicídio doloso qualificado pelo motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, agravado por violação de dever inerente à profissão e praticado contra vítima maior de 60 anos. Se condenado, o médico pode enfrentar uma pena de reclusão que varia entre 12 e 30 anos.
O advogado de João Batista do Couto Neto afirmou que o médico ainda está detido em Caçapava e que os supostos erros médicos são a base das acusações. Segundo o advogado, a prisão preventiva é desprovida de fundamentos e constitui uma antecipação de pena. Ele garantiu que impetrará um habeas corpus em breve para liberar o médico.
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul emitiu um comunicado informando que o médico obteve seu registro em 2000 e que está acompanhando o caso junto à Justiça do estado. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo acrescentou que o médico possui registro secundário no estado e que sua conduta será apurada se houver denúncias em São Paulo.
A Agência Brasil buscou posicionamento do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, da prefeitura de Caçapava e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, mas não obteve retorno até o momento. A situação de João Batista do Couto Neto está em desenvolvimento e continuaremos acompanhando para mais informações sobre o desenrolar desse caso.









