BRASIL – Presidente da Petrobras lamenta instalação de CPI para investigar desastre ambiental da mina 18 da Braskem em Maceió

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, expressou sua preocupação com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os danos ambientais causados pelo colapso da mina 18 da Braskem, na Lagoa Mundaú, no bairro Mutange, em Maceió. Em uma declaração na quarta-feira (13), Prates reconheceu a seriedade da situação, mas acredita que poderia ser discutida uma conciliação. Ele afirmou que a situação poderia ser tratada sem a necessidade de uma CPI e que a empresa está acompanhando o caso desde o início.

O presidente da Petrobras garantiu que vai responder aos parlamentares, caso seja chamado a prestar informações à CPI, e que não espera impactos à estatal por causa do funcionamento da comissão. Ele também destacou que a entrada de um novo sócio na empresa, da qual a Petrobras tem participação, é uma situação separada da questão do desastre ambiental.

Prates ressaltou que a situação em Maceió é diferente do desastre ambiental de Brumadinho, em Minas Gerais, onde houve o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão da mineradora Vale. Ele enfatizou que não se deve fazer a comparação entre os dois casos, já que a situação em Maceió não envolve ameaças de vidas diretamente.

A CPI para investigar o desastre ambiental da mina 18 da Braskem foi instalada nesta quarta-feira pelo Senado, com o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente e o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice-presidente. A relatoria da comissão ainda não tem um nome indicado, e o início dos trabalhos da CPI só deve ocorrer depois de fevereiro de 2024.

A Petrobras está acompanhando de perto o desenvolvimento da CPI e está disposta a colaborar com as investigações. O presidente da empresa enfatizou a importância de encontrar uma solução para o caso e afirmou que vai agir de forma responsável para contribuir para a resolução do problema.