
BRASIL – Índice de Exposição aos Crimes Violentos (IECV) aponta crescimento uniforme dos crimes sexuais no estado de São Paulo
Além disso, todos os subíndices que compõem o resultado do IECV pioraram, refletindo em um resultado geral negativo. Os crimes de homicídio e latrocínios, medidos pelo IECV Vida, subiram de 3,82 em 2021 para 4,33 em 2022. Já o IECV Patrimônio, que avalia os roubos, passou de 5,42 para 5,76 no mesmo período.
O IECV, calculado a partir da média ponderada de três subíndices (crimes letais, crimes contra a dignidade sexual e crimes contra o patrimônio), analisa todos os municípios do estado com ao menos 50 mil habitantes. Os dados revelam que a média das cidades analisadas no IECV de 2021 foi de 7,57, crescendo para 8,61 em 2022. Nas 10 cidades com os piores índices, como Peruíbe, Caraguatatuba, Mongaguá e Cruzeiro, a média passou de 14,2 em 2021 para 15,4 em 2022.
Ao considerar o IECV Litoral, o relatório mostra que em 2021 Peruíbe, Mongaguá, Caraguatatuba e Itanhaém estiveram entre os 10 piores IECV Litoral e IECV Geral. Porém, em 2022, Ubatuba, Itanhaém e Bertioga se juntaram a essas cidades nas duas listas. No entanto, os municípios do litoral paulista Guarujá, São Vicente, Cubatão e Santos conseguiram melhorar suas posições.
Diante desse cenário, o pesquisador do Instituto Sou da Paz, Rafael Rocha, ressaltou que é essencial que as autoridades municipais, como as secretarias de Segurança Pública, gestores e prefeitos, participem ativamente dessa discussão, pois a segurança pública não é apenas uma questão do Estado. Rocha ainda destacou a importância de envolver as secretarias de Saúde e Educação, principalmente diante do contexto de estupros, onde 77% das vítimas são crianças e adolescentes até 14 anos.
Portanto, é crucial que os gestores municipais estejam alinhados e engajados na abordagem dessas questões, trabalhando em conjunto com as forças policiais e outras instâncias governamentais para promover um ambiente mais seguro e proteger as comunidades vulneráveis.









