
BRASIL – Caminhadas em 30 cidades do Brasil e no exterior encerram 21 dias de ativismo da ONU pelo fim da violência contra mulheres e meninas.
No último domingo, 10 de dezembro, caminhadas foram realizadas em 30 cidades do Brasil e no exterior para marcar o encerramento dos 21 dias de ativismo da ONU pelo fim da violência contra mulheres e meninas. O evento foi promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, liderado por Luiza Helena Trajano, com o objetivo de mobilizar parcerias de investimentos em prevenção e garantir vidas livres de violência para as mulheres e crianças do sexo feminino.
A campanha de 2023 da ONU tem como tema “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas”, e no Brasil, as caminhadas aconteceram em diversas cidades, com destaque para o evento no Rio de Janeiro, que teve a participação da líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres e Meninas do Grupo Mulheres do Brasil no Rio de Janeiro, Marilha Boldt. Em entrevista à Agência Brasil, Marilha comemorou o engajamento das mulheres na luta contra a violência, destacando a importância do envolvimento de toda a sociedade na causa.
Os números de violência no estado do Rio de Janeiro são alarmantes, de acordo com o Dossiê Mulher 2023, produzidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). A cada hora, 14 mulheres são vítimas de violência psicológica no estado, e mais de 125 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar em 2022. Além disso, 111 mulheres foram vítimas de feminicídio, e 37.741 medidas protetivas de urgência foram concedidas.
No âmbito nacional, o boletim da Rede de Observatórios da Segurança aponta que uma mulher é vítima de violência a cada quatro horas. No ano passado, 1.437 mulheres morreram vítimas de feminicídio no país, sendo que 61,1% delas eram negras.
A secretária municipal de Políticas e Promoção da Mulher do Rio de Janeiro, Joyce Trindade, ressaltou a importância de conscientizar a população sobre a temática da violência contra a mulher, e a secretária estadual da Mulher, Heloisa Aguiar, destacou a necessidade de romper o ciclo da violência o mais rápido possível.
As autoridades destacam que o desenvolvimento de políticas públicas é fundamental para combater a violência contra as mulheres, e que a rede de apoio do governo, incluindo os centros especializados de atendimento à mulher, está disponível para acolher e ajudar as mulheres em situações de violência, seja ela física, moral, patrimonial ou psicológica. Todo o apoio do governo pode ser acessado pelo aplicativo gratuito Rede Mulher.









