ALAGOAS – “Setur de Alagoas discute impacto do crime ambiental da Braskem no turismo de Maceió e aponta desafios para o setor”

Recentemente, a Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur) se pronunciou sobre o impacto do crime ambiental causado pela mineradora Braskem no turismo de Maceió. Mesmo que a área afetada esteja fora das rotas turísticas, o setor enfrenta dificuldades devido à propagação de desinformações.

De acordo com a Setur, o setor turístico de Maceió conta com cerca de 3.500 empresas cadastradas no Cadastur e emprega aproximadamente 20 mil pessoas somente na capital, além de gerar cerca de 60 mil empregos indiretos. A situação atual traz preocupações com uma possível diminuição do fluxo turístico em plena alta temporada, o que afetaria não apenas as empresas do setor, mas também outras atividades que dão suporte ao turismo.

A secretária de Estado do Turismo de Alagoas, Bárbara Braga, enfatizou a necessidade de lidar com transparência e responsabilidade diante dessa crise, considerada um dos maiores crimes ambientais em curso no mundo. Ela ressaltou que a prioridade do Governo de Alagoas sempre foi preservar vidas, e, portanto, toda a área afetada diretamente pelo afundamento do solo foi desabitada.

Apesar da gravidade da situação, Bárbara Braga destacou que a infraestrutura logística da cidade permanece segura para operações, com porto, aeroporto e rodoviárias em pleno funcionamento, e as rotas turísticas da capital e do interior seguem com total segurança.

A secretária também mencionou a importância da celeridade na resolução judicial da questão para que o Estado possa desenvolver políticas públicas adequadas para lidar com o problema. Desde 2018, quando as primeiras rachaduras apareceram, os órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais estão monitorando a região. O relatório do Serviço Geológico do Brasil, publicado em 2019, apontou a relação direta entre a extração do sal-gema pela empresa e a fragilização do solo nas áreas afetadas.

Diante desse contexto, a Setur busca esclarecer a situação e garantir a segurança e a transparência nas informações relacionadas ao turismo em Alagoas. A preocupação com o impacto negativo do crime ambiental no setor turístico é evidente, mas a Secretaria está empenhada em manter a cidade e as rotas turísticas seguras e viáveis para atender à demanda, que é estimada para ser a mais alta da história de Alagoas.