BRASIL – Crescimento de 0,1% do PIB no terceiro trimestre supera expectativas, ministros são otimistas em relação ao crescimento econômico.

O Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos em um país, teve um crescimento de apenas 0,1% no terceiro trimestre do ano. Apesar de ser uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores, esse número superou as expectativas, de acordo com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet.

Haddad, durante uma viagem à Alemanha, afirmou que o PIB pode fechar o ano com um crescimento um pouco maior que a projeção de 3%, divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Ele ressaltou que esse resultado depende da continuação da política de corte de juros pelo Banco Central (BC). Enquanto isso, Tebet utilizou suas redes sociais para afirmar que o crescimento deste ano pode chegar a 3,1%, desde que a economia permaneça estável no último trimestre.

O Ministério do Planejamento e Orçamento destacou que o crescimento de 0,1% no terceiro trimestre se deve ao bom desempenho do setor de serviços e da indústria, além do destaque positivo para o consumo das famílias. A SPE ressaltou que o Brasil teve o quinto melhor desempenho entre os países do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, que já divulgaram o PIB do terceiro trimestre.

Para o quarto trimestre, a expectativa é de que o PIB volte a crescer, com a indústria beneficiando-se da queda dos juros e com programas de estímulos ao investimento e à construção de moradias populares. Além disso, a política de estímulo na China deve continuar a impulsionar as exportações brasileiras.

Em relação ao setor de serviços, a expectativa é que a criação de empregos, o aumento da massa salarial e a expansão da renda contribuam para o crescimento, juntamente com a queda da inadimplência e a melhoria das condições financeiras das famílias. Com essas perspectivas, o governo mantém a expectativa de um crescimento acima da média mundial para o PIB brasileiro nos próximos trimestres.