Delegada solicita que mães de vítimas de aliciamento procurem a polícia para denunciar os crimes

No último dia 04, a Polícia Civil de Alagoas realizou a prisão de um motorista de van acusado de aliciar uma criança para enviar fotos íntimas de sua genitora. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado de prisão expedido pela 14ª Vara Criminal da Capital/Crimes Contra Populações Vulneráveis. A delegada Teíla Rocha, titular da Delegacia dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, solicitou que mães de outras vítimas procurem a polícia para denunciar os crimes e pediu que os responsáveis pelas vítimas não deixem de registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia especializada. Segundo a delegada, esse registro é essencial para que o crime seja investigado pelas forças de segurança pública.

A denúncia que levou à prisão do motorista partiu da mãe de uma menina de sete anos, que relatou que o motorista da van, responsável pelo transporte da filha à creche, estava aliciando a garota para realizar imagens da genitora em troca de chocolates. O acusado foi preso e interrogado na presença de seu advogado, e durante o depoimento, negou as acusações, alegando que nunca mandou a criança enviar vídeos e que a própria criança enviou espontaneamente os vídeos. Além disso, afirmou ter dado chocolates à menina porque ela gostava de comer.

A prisão do acusado levanta questões sobre a segurança das crianças durante o transporte escolar, e ressalta a importância da vigilância e denúncia por parte dos pais e responsáveis. A atuação da Polícia Civil de Alagoas nesse caso mostra o comprometimento das autoridades em investigar e punir crimes contra crianças e adolescentes.

A delegada Teíla Rocha reiterou a importância da denúncia para coibir e prevenir esse tipo de crime, e destacou a necessidade de os pais e responsáveis estarem atentos e comunicarem imediatamente qualquer situação suspeita. A prisão do motorista de van acusado de aliciamento reforça a importância da atuação das autoridades e da comunidade para garantir a proteção das crianças e adolescentes. O acusado permanece preso à disposição da Justiça, enquanto a investigação continua em andamento.