
BRASIL – Aumento dos casos de HIV/aids entre homens jovens preocupa Ministério da Saúde; sociedade médica alerta para importância da prevenção.
Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) tem alertado para os prejuízos que as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) podem causar, como lesões nos órgãos genitais, infertilidade, doenças neurológicas, cardiovasculares e até câncer. Por esse motivo, a SBU está dedicando o mês de dezembro, que também é conhecido como Dezembro Vermelho, à conscientização e orientação da população sobre as ISTs.
Segundo Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da SBU, o uso de preservativos nas relações sexuais tem diminuído nos últimos anos, enquanto a transmissão das ISTs continua crescendo. Ela enfatiza que muitas dessas infecções estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, o que representa uma preocupação adicional. Por isso, ela destaca a importância de falar mais sobre o assunto e alertar a população e os agentes de saúde, tornando o Dezembro Vermelho uma tradição na conscientização sobre as ISTs.
A vacinação contra o HPV também tem sido uma preocupação, já que, apesar do SUS oferecer a vacinação para meninos e meninas de 9 a 14 anos, a cobertura da segunda dose está em apenas 27,7% entre os meninos. As meninas apresentam uma cobertura um pouco maior, atingindo 54,3%, mas ainda longe dos 95% recomendados.
Além disso, as estatísticas do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2022 do Ministério da Saúde mostram que, em 2021, foram contabilizadas 28.967 infecções pelo HIV em pessoas com idade entre 15 e 39 anos. A maior proporção desses óbitos ocorreu na Região Sudeste, seguida das regiões Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Por outro lado, a sífilis também tem sido uma preocupação crescente, com um aumento na taxa de detecção de gestantes com a doença. A Região Sudeste lidera o número de casos registrados, seguida pelo Nordeste. O presidente da SBU, Alfredo Canalini, destaca que a sífilis se manifesta inicialmente como uma lesão na pele e que, mesmo sem tratamento, essa lesão inicial pode cicatrizar espontaneamente, o que pode atrasar o tratamento e agravar as complicações da doença.
A vacinação contra o HPV tem sido apontada como a forma mais eficaz de prevenir o contágio, e a SBU tem se dedicado a conscientizar a população sobre a importância da imunização. Porém, a cobertura ainda está longe do ideal, especialmente entre os meninos. Segundo Karin, a faixa etária para vacinação contra o HPV foi estendida para até 45 anos, visando à prevenção, detecção e tratamento adequado da doença.









