
BRASIL – Pesquisa da CNT aponta que 67,5% das rodovias brasileiras possuem condições regulares, ruins ou péssimas
O levantamento avaliou 111.502 quilômetros de rodovias pavimentadas, correspondendo a 67.659 quilômetros da malha federal e 43.843 quilômetros dos principais trechos estaduais. A pesquisa classifica o estado geral das rodovias a partir de três características: pavimento, sinalização e geometria da via. Ela considera variáveis como condições do pavimento, das placas, do acostamento, de curvas e de pontes.
Em 2023, 56,8% do pavimento, 63,4% da sinalização e 66% da geometria dessas vias foram avaliados como regular, ruim e péssima, números próximos aos registrados no ano anterior. Diante desse cenário, a CNT defende a necessidade de manter investimentos perenes para a reconstrução, a restauração e a manutenção das rodovias.
No entanto, as expectativas não são positivas, já que os investimentos em infraestruturas, no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2024, sofreram uma redução de 4,5% em comparação ao orçamento para infraestrutura de transporte em 2023. A CNT trabalha para viabilizar um aumento na dotação, por meio de emendas para intervenções prioritárias em 2024, seguindo as prioridades do transporte e da logística do país.
A falta de qualidade da pavimentação das rodovias impacta no preço do frete e, consequentemente, no preço dos produtos para o consumidor final. Além disso, a estimativa da CNT é que, este ano, 1,139 bilhão de litros de diesel sejam consumidos de forma desnecessária pela modalidade rodoviária do transporte nacional, resultando na emissão de 3,01 milhões de toneladas de gases poluentes na atmosfera.
A pesquisa também aponta que as rodovias públicas, que representam 76,6% da extensão pesquisada, apresentam percentuais maiores de avaliações negativas, enquanto as rodovias concessionadas, representando 23,4% da extensão pesquisada, têm mais extensão da malha classificada como boa e ótima.
Dentre os principais pontos críticos registrados nas rodovias brasileiras, estão quedas de barreiras, erosões nas pistas, buracos grandes, pontes caídas e estreitas. A entidade classifica como prioritárias a eliminação de 2.684 pontos críticos, incluindo quedas de barreiras, pontes caídas, erosões nas pistas, buracos grandes, pontes estreitas, entre outros problemas na infraestrutura que interferem na fluidez dos veículos, oferecendo riscos à segurança dos usuários e gerando custos adicionais ao transporte.









