MACEIÓ – Secretário-Presidente do Iplan, Antonio Carvalho, é escolhido para redigir diretrizes internacionais para cidades inteligentes pela ONU-Habitat.

O Secretário-Presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió (Iplan), Antonio Carvalho, foi selecionado para fazer parte de um seleto grupo de 30 especialistas globais responsáveis por redigir as diretrizes internacionais para cidades inteligentes. A notícia chegou na manhã desta terça-feira (28) através de um comunicado oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecendo o conhecimento e experiência de Carvalho na área.

A iniciativa da ONU-Habitat permitiu que cada país indicasse dois especialistas para integrar o grupo encarregado de redigir as diretrizes internacionais para cidades inteligentes, e com sua vasta expertise, Carvalho foi escolhido para representar o Brasil. A organização visa orientar os governos nacionais e locais no aproveitamento das tecnologias digitais para o desenvolvimento urbano, com foco especial na inclusão de grupos marginalizados e vulneráveis nas cidades inteligentes e nos processos de transformação digital.

O Programa Cidades Inteligentes Centradas nas Pessoas da ONU-Habitat destaca a importância de financiar inovações que melhorem a qualidade de vida dos habitantes urbanos, especialmente no Sul Global e entre aqueles que muitas vezes são deixados para trás. Esta nomeação surge como resposta à necessidade de preencher lacunas normativas globais no domínio das cidades inteligentes e da digitalização, de acordo com a concordância dos Estados-Membros.

O papel de Antonio Carvalho nesse grupo global de especialistas demonstra o reconhecimento internacional do potencial e das experiências locais, destacando Maceió como um centro de excelência em planejamento urbano e tecnologias digitais. Essa nomeação representa uma grande oportunidade para o Brasil contribuir ativamente nas diretrizes internacionais para cidades inteligentes, levando em consideração a diversidade e as necessidades específicas das cidades brasileiras.

Por fim, as diretrizes visam garantir que a infraestrutura e os dados urbanos digitais contribuam para a sustentabilidade, inclusividade e prosperidade de cidades e assentamentos humanos, ao mesmo tempo em que respeitam os direitos humanos. O UN-Habitat será responsável por criar as Diretrizes Internacionais sobre Cidades Inteligentes Centradas nas Pessoas até 2025, como parte de um processo consultivo inclusivo que visa orientar a elaboração de regulamentações, planos e estratégias nacionais e locais para cidades inteligentes em todo o mundo.