
BRASIL – Ministro do Trabalho afirma que desonerações para setores específicos não geram empregos para o país, mas sim o bom funcionamento da economia.
O ministro chamou de “contrassenso” a ideia de desonerar setores em um momento no qual o Congresso Nacional está trabalhando em uma reforma tributária. Ele enfatizou a necessidade de um planejamento que busque soluções para a economia como um todo, sem priorizar setores específicos alegando a geração de empregos.
Marinho argumentou que salários menores em determinados setores ou incentivos fiscais não são os responsáveis pela criação de empregos, e sim a demanda por produção. Ele afirmou que empresas não contratam ou demitem baseadas em incentivos pontuais, e que incentivos para a contratação de jovens, por exemplo, podem apenas levar as empresas a substituir mão de obra ao invés de gerar novos empregos.
O ministro fez um paralelo com a reforma trabalhista implementada durante o governo Temer, afirmando que as promessas de geração massiva de empregos resultaram na precarização do trabalho. Ele destacou a importância de um crescimento saudável, contínuo e perene da economia, e criticou a busca por soluções rápidas para problemas econômicos.
A posição de Marinho vai de encontro com o veto presidencial ao projeto de lei que prorrogaria benefícios a 17 setores intensivos em mão de obra. A declaração do ministro certamente gera debates sobre as políticas de incentivo à geração de empregos e o papel das desonerações fiscais. A visão de Marinho sobre a economia e a criação de empregos certamente levanta questionamentos sobre as decisões políticas e econômicas do governo.









