
BRASIL – Greve paralisa linhas de metrô e trem em São Paulo contra privatizações de empresas e órgãos do serviço público.
No metrô, a linha 1, que liga o centro à zona sul, funcionou da estação Tiradentes à Ana Rosa. Já a linha verde operou do Alto do Ipiranga a Clínicas, conectando a zona leste à zona oeste. Por sua vez, a linha 3 funcionou da estação Bresser a Santa Cecília, da zona leste ao centro da capital.
Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os intervalos entre as composições estavam maiores do que o normal. As linhas 7 e 11 funcionaram com limitações, enquanto as linhas 12 e 13 operaram integralmente, porém com intervalos de 8 e 30 minutos, respectivamente.
O governo estadual informou que as equipes das empresas monitoraram a adesão à greve e adotaram medidas de contingência para minimizar os impactos. As linhas de transporte metropolitano concedidas à iniciativa privada operaram normalmente.
Essa greve foi motivada pelos planos de privatização do governo de Tarcísio de Freitas, que envolvem a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), a Fundação Casa e a Linha 7 da CPTM. Os servidores do Estado também protestaram contra a proposta que altera a Constituição paulista, reduzindo o percentual mínimo de investimento no setor de educação.
O governo paulista considerou a greve como “abusiva e política”, alegando que deixou “mais de 4,6 milhões de passageiros sem acesso ao transporte sobre trilhos” e ocasionou perdas milionárias ao comércio. Segundo o governo, Metrô e CPTM registraram juntos perdas de arrecadação de tarifas.
A liminar concedida pela Justiça determinou que os trabalhadores do Metrô mantenham 80% do efetivo em atividade nos horários de pico, com multa diária de R$ 700 mil em caso de descumprimento. Para a CPTM, a operação deve ser de 85% do efetivo nos horários de pico, sob pena de multa diária de R$ 600 mil.
O governo de São Paulo decretou ponto facultativo para minimizar os impactos da greve de servidores estaduais, suspendendo o expediente para todos os serviços públicos estaduais da capital. A prefeitura também optou por suspender o expediente e o rodízio municipal de veículos por causa da paralisação.
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) convocou nominalmente os funcionários de acordo com a escala de trabalho. A Sabesp, por sua vez, obteve na Justiça decisão liminar para que sejam mantidos 80% do quadro de colaboradores ligados aos serviços essenciais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Também elaborou um plano de contingência para minimizar o impacto na população.









