BRASIL – Greve de metroviários e ferroviários na Grande São Paulo causa transtornos aos moradores durante a manhã. Protesto contra privatização de empresas públicas.

Nesta terça-feira (28), os moradores da Grande São Paulo enfrentam dificuldades para se deslocar devido à greve de servidores estaduais, incluindo metroviários e ferroviários. O protesto é contra a privatização de empresas e órgãos públicos.

As linhas 15-Prata do metrô e 10-Turquesa do trem estão completamente paralisadas, enquanto as demais linhas do metrô funcionam parcialmente. No trem, a linha 12-Safira e 13-Jade estão com operação normal e as linhas 7-Rubi e 11-Coral têm funcionamento parcial. As linhas de transporte metropolitano concedidas à iniciativa privada, 4 e 5 do metrô e 8 e 9 de trens metropolitanos, operam normalmente.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito na capital está acima da média, com 521 quilômetros de filas, sendo 170 km apenas na zona leste. Os moradores estão enfrentando dificuldades para chegar ao trabalho, como foi o caso da recepcionista Vanessa Dias, que teve que pegar um carro por aplicativo para chegar ao seu destino.

A greve dos servidores estaduais também afetou o engenheiro Carlos André Teixeira, que teve que recorrer a alternativas de transporte para chegar ao seu trabalho. Além disso, a greve dos servidores levou a ações na justiça e a liminares foram concedidas determinando que os trabalhadores mantenham um percentual de efetivo em atividade nos horários de pico, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

Os planos de privatização do governo de Tarcísio de Freitas incluem a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), a Fundação Casa e a Linha 7 da CPTM. Além disso, na educação, existe o pedido para que o governo recue da proposta que altera a Constituição paulista, reduzindo o percentual mínimo de investimento no setor.

As reivindicações dos servidores estaduais levaram a duas paralisações anteriores, em 3 de outubro e 12 de outubro deste ano. O governo considera a greve “abusiva e política” e aponta que a paralisação deixa milhões de passageiros sem acesso ao transporte público sobre trilhos, além de provocar perdas ao comércio. O governador deve falar em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira.