
BRASIL – Organizações sociais cobram punição para agressores de antropóloga, jornalista e engenheiro em área de conflito em Mato Grosso do Sul.
De acordo com as informações divulgadas pelas organizações, as agressões representam um grave episódio de violência contra os indígenas em Mato Grosso do Sul, evidenciando a tensão e a violência a que esses povos têm sido submetidos. Além disso, as denúncias reforçam os relatos anteriores sobre a conduta da Polícia Militar no estado, levantando questionamentos sobre a atuação das autoridades em relação a esses episódios de agressão.
Os documentaristas Ana e Philippe relataram que foram agredidos por um grupo de homens encapuzados e armados enquanto trabalhavam na documentação do conflito fundiário entre as comunidades indígenas e os produtores rurais da região. O engenheiro florestal Galata, que estava com o casal na ocasião, também foi vítima das agressões.
Segundo o relato das vítimas, o carro em que estavam foi cercado por dezenas de homens armados e encapuzados durante a visita a uma aldeia indígena em Iguatemi, após receberem informações sobre dois indígenas desaparecidos na região. Os agressores fizeram ameaças, agrediram as vítimas e os roubaram, levando passaportes, cartões bancários, equipamentos fotográficos, celulares e outros pertences.
A gravidade do ocorrido levou a uma manifestação conjunta de solidariedade e revolta por parte de diversas entidades, incluindo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e outras organizações. As entidades exigem a punição dos responsáveis pelas agressões e reforçam a importância da demarcação e homologação dos territórios tradicionais dos guarani kaiowá como medida para superar a violência decorrente da disputa por terras na região.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, desembarcou em Mato Grosso do Sul para participar da Aty Guasu, evento em que os indígenas escolhem seus representantes, e destacou a importância da demarcação das terras indígenas para combater a violência no campo. A ministra ressaltou a atuação do Ministério dos Povos Indígenas na pacificação dos territórios brasileiros e na defesa dos modos de vida indígenas.
O caso das agressões está sendo acompanhado pelas defensorias públicas e pela Polícia Federal, que já realizou diligências nas localidades próximas ao local das agressões. A embaixada do Canadá foi informada sobre o ocorrido e está prestando assistência consular aos cidadãos envolvidos no episódio.









