
BRASIL – Protesto de mães pela demora e inconclusão de laudos cadavéricos no Rio de Janeiro gera indignação e pedidos de justiça
Sônia Bonfim, que perdeu o marido e um filho em ações violentas em 2021, relatou que, após dois anos, ainda não recebeu os laudos que indicam a causa das mortes. Além disso, ela reclamou que, quando finalmente entregues, os laudos são inconclusivos, dificultando os processos de pedidos de indenização.
“A manifestação é para exigir que façam o trabalho deles corretamente. Quando alguém é vítima de um crime cometido pelo Estado, eles não concluem o laudo adequadamente”, afirmou Sônia. Ela também mencionou a falta de fotos nos laudos, citando o exemplo do laudo do filho que, segundo ela, não possui imagens apesar da importância de mostrar o estado em que o corpo foi encontrado.
Além das famílias das vítimas, o protesto também contou com o apoio da Marcha da Periferia, um movimento que luta contra a violência racista e genocida no estado. Maristela Farias, da direção do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, que nacionalizou a marcha, afirmou que o ato faz parte da mobilização do Novembro Negro, que combate a desigualdade racial no Mês da Consciência Negra. Ela ressaltou que a ausência de informações nos laudos compromete os processos em benefício de quem comete os crimes.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Polícia Civil para solicitar um posicionamento sobre as reclamações feitas pelas mães das vítimas, mas até o fechamento desta matéria, a instituição não se manifestou.
O ato evidencia a dor e a revolta das famílias perante a falta de respostas e devidas conclusões por parte do Instituto Médico Legal. A luta por justiça e por respeito às vítimas da violência letal no estado do Rio de Janeiro continua, com a esperança de que suas vozes sejam ouvidas e que medidas sejam tomadas para garantir a entrega de laudos completos e conclusivos.









