
BRASIL – IBGE lança estudo inédito mapeando a biodiversidade no Brasil em 2022, disponível a partir desta quinta-feira.
O Brasil é um dos 17 países que abrigam mais de 70% das espécies conhecidas no planeta, no entanto, o estudo ressalta que há ainda muito a se descobrir e catalogar. O SiBBr, plataforma do governo federal gerenciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi criado em 2014 com o objetivo de armazenar e disponibilizar informações sobre a biodiversidade e os ecossistemas brasileiros, fornecendo subsídios aos órgãos públicos para a conservação e sustentabilidade.
Os dados para o SiBBr são fornecidos por instituições nacionais de ensino e pesquisa, públicas ou privadas, projetos e programas de pesquisas e redes temáticas, o que faz parte da Global Biodiversity Information Facility, iniciativa multilateral com aproximadamente 60 países. O estudo também dividiu os publicadores dos dados em quatro categorias: Ciência Cidadã, Coleções Biológicas, Projetos ou Programas de Pesquisa e Outros.
Segundo a analista de Negócios do SiBBr, Clara Fonseca, parcerias como a do IBGE com o sistema são fundamentais para a difusão do conhecimento sobre biodiversidade no país. O estudo também revelou que, à exceção de aves, o número de registros com informações completas não chega a 30% do total de dados disponíveis. Aves e plantas, grupos mais facilmente detectados e coletados, apresentaram maior número e melhor distribuição dos registros, enquanto artrópodes, moluscos e fungos tiveram uma amostragem menos representativa.
O analista de biodiversidade do IBGE, Leonardo Bergamini, ressaltou a importância do estudo e afirmou que a missão do IBGE é retratar o Brasil e a biodiversidade é uma peça fundamental desse retrato. A analista de Negócios do SiBBr, Clara Fonseca, reforçou a relevância de mais pessoas conhecerem o SiBBr, para que os dados possam ser utilizados pela sociedade em políticas públicas de preservação do meio ambiente.
Mariza Pinheiro, analista de Biodiversidade do IBGE, destacou que a pesquisa é diferenciada por abranger o país inteiro, nove grupos taxonômicos, informações espaciais e temporais, com o objetivo de identificar os problemas, entender o que temos e o que pode ser melhorado. O estudo também ressalta que, por se tratar de uma investigação experimental, aperfeiçoamentos serão feitos a partir da recepção dos usuários, incentivando o envio de percepções, críticas e sugestões ao IBGE.









