
BRASIL – Lula convoca representantes de todos os biomas para discutir preparação do Brasil para a COP 28 das Nações Unidas.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reforçou a importância de garantir um novo modelo de desenvolvimento que promova a proteção da biodiversidade, das florestas e das populações tradicionais. Ela destacou que o combate à desigualdade e à pobreza deve ser uma ferramenta para a proteção do meio ambiente.
O plano de combate ao desmatamento na Amazônia, lançado em junho, já resultou em uma redução de 49,5% nos primeiros 10 meses do ano. Além disso, o plano para o Cerrado foi concluído e deverá ser lançado em breve. Os demais planos para os biomas Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa têm previsão de conclusão até junho de 2024.
A COP 28 deverá fazer um balanço da implementação do Acordo de Paris, estabelecido na COP 21 em 2015. O Brasil pretende reforçar o compromisso de manter o aumento da temperatura média global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, com a redução das emissões de gases de efeito estufa, cobrando recursos para reparação e uma transição justa para os países em desenvolvimento.
Durante a reunião, a ministra Marina Silva ressaltou que o governo já conseguiu reduzir 250 milhões de toneladas de gás carbônico em 10 meses com a diminuição do desmatamento, mas reforçou o compromisso de atingir o desmatamento zero e proteger todos os biomas brasileiros.
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia Legal teve uma queda de 22,3% em relação ao ano anterior. O desmatamento e as queimadas são responsáveis por mais de 50% das emissões de gases do país. Por isso, a redução desses eventos é fundamental para a contribuição do Brasil na redução das emissões em escala global.
A COP 28 está programada para ocorrer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro. A expectativa é de que o presidente Lula participe da reunião de cúpula com outros líderes globais. O Brasil terá uma delegação com cerca de 1,5 mil participantes da sociedade civil, empresas privadas, governo federal e governos estaduais.
Além disso, a ministra Marina Silva informou que está trabalhando na identificação de municípios brasileiros vulneráveis aos efeitos extremos do clima, para que tenham um tratamento prioritário na implementação de políticas públicas. A identificação dessas localidades está sendo feita em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Portanto, as discussões e planos em andamento visam reforçar o compromisso do Brasil com a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas, reiterando a importância de ações conjuntas para um desenvolvimento sustentável em todo o país.









