BRASIL – Lula anuncia iniciativas na presidência brasileira do G20 para combater fome, desigualdade e mudança climática. União Africana é membro permanente.

Lula anuncia forças-tarefa contra a fome e a desigualdade e contra a mudança do clima após assumir a presidência do Brasil no G20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (22), que o Brasil assumirá a presidência do G20 com novas iniciativas em mente. Durante a Cúpula Virtual do G20, Lula anunciou que o país levará à frente duas forças-tarefas no bloco: uma contra a fome e a desigualdade e outra contra a mudança climática.

O Brasil assumirá o comando do G20 a partir de 1º de dezembro e seguirá até 30 de novembro de 2024. Desde o início do processo, Lula já havia mencionado a criação de uma força-tarefa contra a fome durante a 18ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo, em agosto, em Nova Déli, na Índia.

Nessa mesma ocasião, Lula também destacou as prioridades do Brasil na presidência do grupo. O país pretende focar na inclusão social e na luta contra a desigualdade, na fome e na pobreza, enfrentar as mudanças climáticas com foco na transição energética, promover o desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental e defender a reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente.

O lema da presidência brasileira – “construindo um mundo justo e um planeta sustentável” – está alinhado com essas prioridades, segundo Lula. Ele reforçou que o eixo condutor da atuação do Brasil é a redução das desigualdades e que o G20 ajudará a alavancar iniciativas multilaterais em curso. O presidente expressou a intenção de buscar resultados concretos que gerem benefícios para os mais pobres e vulneráveis em todo o planeta.

Ainda durante o discurso, Lula abordou questões relacionadas às próximas ações do grupo, como a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP 30, que está prevista para ocorrer em 2025 no Brasil. Ele destacou a importância de uma agenda climática ambiciosa que assegure a sustentabilidade do planeta e a dignidade das pessoas.

Além disso, o presidente brasileiro reiterou a necessidade de abordar seriamente o endividamento externo de países africanos, o acesso a financiamento e mecanismos progressivos de tributação nas agendas internacionais. Segundo ele, esses são fatores importantes para avançar nas questões climáticas e de desenvolvimento sustentável.

Ao assumir a presidência do G20, o Brasil deverá organizar mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades do país, incluindo cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos. O ponto alto será a 19ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

Essas reuniões também deverão contar com a participação da sociedade civil, com o objetivo de ouvir diferentes atores sociais que possam contribuir para as discussões e decisões do grupo. É a primeira vez que o Brasil assume a presidência do G20 desde a sua criação, em 1999.

O Brasil se apresenta de uma forma mais participativa e inclusiva ao assumir o comando do grupo, com a pretensão de promover um mundo mais justo e sustentável para todos.