
BRASIL – Festa Literária de Paraty traz escritores locais e desafios de inclusão em sua programação diversificada.
Um exemplo é a paratiense Brisa de Souza, que estará divulgando seu primeiro livro, intitulado “De tanto me deixar levar fiquei à deriva”, nas casas parceiras do evento. A obra é uma combinação de diversos tipos de textos, como poemas e contos, e representa uma oportunidade especial para a autora.
“Poder receber em casa é poder servir um café e mostrar o meu trabalho de um jeito que eu me sinta muito confortável, que eu me sinta muito feliz”, destacou Brisa de Souza, ressaltando a emoção de divulgar seu trabalho em sua própria terra natal.
A escritora Elisa Pereira, residente em Paraty desde 2011, também participará do evento nas casas parceiras e destaca a importância da Flip na circulação das obras. Segundo ela, o grande desafio para os escritores atualmente não é tanto publicar um livro, mas sim fazer com que o trabalho seja lido e reconhecido. Participar de eventos como a Flip é uma forma de enfrentar esse desafio e alcançar um público maior.
No entanto, Elisa faz uma ressalva em relação à inclusão na Flip, apontando a necessidade de maior participação de pessoas negras, mulheres, indígenas e pessoas LGBTQIA+. Ela está divulgando na festa seus três livros, incluindo a segunda edição de “Memórias da Pele”, uma obra de poesias.
Apesar dos avanços, a Flip ainda tem espaço para melhorias em termos de inclusão e participação, e a presença de escritores locais é fundamental para enriquecer o evento com a diversidade de vozes e experiências. Este ano, a festa promete ser um espaço de encontro e celebração da literatura, incluindo autores e autoras que representam a rica cultura local de Paraty.









