
BRASIL – Rota 2030 libera R$ 270 milhões para projetos de inovação na indústria automotiva.
Os investimentos serão direcionados à indústria 4.0, de processos de manufatura digital, beneficiando projetos de inovação tanto em montadoras como na indústria de autopeças. O Senai e a Embrapii serão responsáveis por gerir o dinheiro e escolher os projetos a serem financiados.
No mês passado, em 24 de outubro, houve a primeira liberação de recursos para o mesmo fim. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços firmou um acordo de cooperação técnica com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinando R$ 200 milhões para a redução de emissões de carbono de novos veículos.
Durante o anúncio da liberação dos recursos, Geraldo Alckmin enfatizou que os investimentos se somarão a outras medidas de redução de custo, estímulo à inovação e fomento ao desenvolvimento sustentável implementadas pelo governo. A parceria entre o Senai e a Embrapii, segundo o diretor executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Igor Calvet, ajudará a acelerar o desenvolvimento industrial.
O Rota 2030 é visto como um programa importante para manter empresas e profissionais no país, segundo o presidente da Associação de Engenharia Automotiva, Marcus Vinicius Aguiar. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a necessidade de uma revolução no setor automotivo de forma sustentável, ressaltando a importância de investir em tecnologia para impulsionar ainda mais a indústria automotiva no Brasil.
As ações previstas com os novos recursos incluem o lançamento de um edital conjunto de R$ 133 milhões para projetos estruturantes, destinados a propostas de parcerias entre empresas e institutos de pesquisa. Além disso, também estão liberados R$ 70,4 milhões do Senai para estimular alianças industriais com empresas habilitadoras de tecnologias 4.0; R$ 30 milhões da Embrapii para projetos em pesquisa, desenvolvimento e inovação de micro, pequenas e médias empresas; R$ 34 milhões do Senai para consultorias e R$ 2,6 milhões para o lançamento de cursos e oficinas online.









