BRASIL – Rubem Confete, o griô do samba, é homenageado pela ABI no Dia da Consciência Negra

O sambista e apresentador da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rubem Confete, foi um dos homenageados em uma série especial da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro. Aos 86 anos, Confete é considerado um griô, que mantém viva a memória do grupo, contando as histórias e mitos da cultura africana.

A história de Confete se mistura com a história do Rio de Janeiro e do carnaval. Ele foi passista na Estação Primeira de Mangueira e conviveu com figuras icônicas como Pixinguinha, Dona Ivone Lara, Jamelão, Xangô da Mangueira e Candeia. Em um depoimento ao programa Acervo Jornalista Gustavo de Lacerda, no canal da ABI no Youtube, Rubem Confete falou sobre sua família, sua paixão pela leitura e como o samba entrou em sua vida.

Além de sua contribuição como sambista, Confete também é compositor e fez parcerias com grandes nomes, como Nei Lopes, com “Pagode do Exorcista” em 1974, e com João Donato e Sidney da Conceição em “Xangô é de Baê” no ano seguinte.

Através dos seus 43 anos de trabalho na Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Confete apresenta o programa “Histórias do Confete” na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além da Rádio MEC e TV Brasil. Ele também teve experiências no jornalismo em revistas como Guanabara, Tribuna da Imprensa, Lampião da Esquina e Pasquim, a convite de Jaguar, e foi comentarista de carnaval nas emissoras Manchete e Globo.

O Acervo Jornalista Gustavo de Lacerda, uma parceria da ABI com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), reúne depoimentos de jornalistas negros brasileiros sobre diversos temas.

A homenagem a Rubem Confete destaca sua contribuição para a preservação da cultura afro-brasileira e o seu papel fundamental na manutenção da memória e das tradições do samba, enriquecendo a história e a identidade cultural do Brasil.