
BRASIL – Lula denuncia falência das instituições internacionais durante cúpula virtual Vozes do Sul Global, defendendo mudanças no Conselho de Segurança da ONU.
Ao longo de seu mandato, Lula tem feito discursos em diversas instâncias internacionais defendendo uma representação adequada de países emergentes em órgãos como o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Ele argumenta que o atual formato do conselho, composto por apenas cinco membros permanentes com poder de veto — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — não reflete a realidade atual e é um obstáculo para a tomada de importantes decisões em prol da paz internacional.
“Por não refletirem a realidade atual, [as instituições internacionais] perderam efetividade e credibilidade. Em seu mandato no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tem trabalhado incansavelmente pela paz. Mas as soluções são reiteradamente frustradas pelo direito de veto”, afirmou Lula durante a cúpula.
O ex-presidente destacou a importância de resgatar a confiança no multilateralismo e reforçou a necessidade de restituir a primazia do direito internacional, inclusive o humanitário. Ele fez referência ao conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza, no qual milhares de crianças têm sido vítimas.
A cúpula Vozes do Sul Global visa trocar impressões sobre prioridades, desafios e soluções dos países em desenvolvimento. Lula foi o segundo chefe de Estado a discursar na cúpula, destacando a futura presidência brasileira do G20 e a importância de lançar luz sobre as necessidades dos países do sul global, como o combate à fome e o enfrentamento da mudança do clima.
O ex-presidente defende a redução das desigualdades como objetivo-síntese da agenda mundial e critica o fraco progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele chama a atenção para a disparidade entre países ricos e pobres, ressaltando que a mudança do clima afeta de forma desproporcional as nações em desenvolvimento.
Dessa forma, Lula propõe uma mudança de paradigma no âmbito internacional que coloque em foco as necessidades dos países em desenvolvimento, a fim de criar um mundo mais justo e equitativo para todas as nações.









