
BRASIL – Estudo do Saeb 2021 revela desafios na qualidade da infraestrutura de escolas de Educação Infantil em todo o Brasil.
O estudo intitulado “Qualidade da oferta da Educação Infantil no Brasil: análise do Saeb 2021″, divulgado recentemente, trouxe à tona importantes constatações sobre a qualidade da infraestrutura das escolas de Educação Infantil em todo o país. Segundo os pesquisadores Tiago Bartholo e Mariane Koslinski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o estudo foi o primeiro a coletar dados em larga escala sobre a qualidade da infraestrutura das escolas para crianças de 0 a 3 anos e da educação infantil de 4 a 5 anos de idade, com base em informações do Censo Escolar 2022 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) da Educação Infantil, de 2021.
Os pesquisadores ressaltaram que apesar do aumento de recursos destinados à Educação Infantil nos últimos anos, a qualidade da infraestrutura das escolas ainda apresenta muitos desafios, principalmente na região Norte e Nordeste do Brasil. Essa falta de qualidade na infraestrutura impacta diretamente no desenvolvimento das crianças e na eficácia da educação infantil como um todo.
Um dos pontos destacados no estudo foi a falta de equipamentos adequados para o público infantil. De acordo com os dados levantados, as escolas das regiões Norte e Nordeste apresentam em média 2,2 e 2,1 equipamentos, respectivamente, enquanto as escolas das regiões Sul e Centro-Oeste apresentam 4,8 e 4 equipamentos, respectivamente. Além disso, as escolas públicas possuem, em média, 3,2 equipamentos, enquanto as escolas privadas conveniadas e não conveniadas possuem 4 e 4,3 equipamentos, respectivamente.
Outro aspecto abordado no estudo foi a falta de recursos pedagógicos adequados, principalmente nas escolas públicas. A pesquisa mostrou que apenas 46,2% das escolas possuem gira-gira, 38,5% possuem gangorra e 34,3% possuem balanço, evidenciando a carência de recursos para o desenvolvimento das crianças.
Além disso, o estudo apontou para a desigualdade entre rede pública e rede privada, com a primeira apresentando níveis de infraestrutura piores do que a segunda. Essa desigualdade se reflete também nas regiões do país, com o Norte e Nordeste apresentando os piores indicadores.
Diante dessas constatações, os pesquisadores ressaltaram a necessidade de um aumento do investimento na qualidade da infraestrutura das escolas de Educação Infantil, bem como a implementação de políticas públicas que garantam a melhoria desse cenário. Eles também ressaltaram a importância de um sistema de monitoramento que chame a atenção para a questão, incentivando as secretarias de Educação a investir mais na formação e infraestrutura das escolas de Educação Infantil.
Em resumo, o estudo revelou que a qualidade da infraestrutura das escolas de Educação Infantil no Brasil ainda apresenta muitos desafios, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Diante disso, é necessário um aumento do investimento e a implementação de políticas públicas que garantam a melhoria desse cenário, visando o desenvolvimento saudável e educacional das crianças brasileiras.”









