
BRASIL – Amputações por diabetes aumentam em 2022, atingindo média de mais de 28 cirurgias por dia, alerta Ministério da Saúde e entidades médicas.
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) destaca que o diabetes já é a principal causa de amputações não traumáticas em membros inferiores no país. Levimar Araújo, presidente da SBD e portador de diabetes tipo 1, ressalta a importância de combater essa condição, juntamente com o hábito de fumar. Segundo a SBD, 13 milhões de pessoas com diabetes no Brasil têm úlceras nos pés, o que pode resultar em amputações.
A Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) alerta para as complicações do pé diabético em pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2. Luiz Carlos Ribeiro Lara, presidente da ABTPé, destaca que as úlceras nos pés podem levar a amputações de dedos, pés ou pernas, e que o pé diabético é considerado um problema grave, com consequências devastadoras.
Diante desse cenário preocupante, a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o tema “Educação para Proteger o Futuro” para a campanha do Dia Mundial do Diabetes em 2023. O objetivo é destacar a importância de melhorar o acesso à educação de qualidade sobre a doença para profissionais de saúde e pessoas com diabetes.
A neuropatia periférica causada pelo diabetes é apontada como a principal responsável pela perda da sensibilidade nos pés para a dor. Isso dificulta a percepção de lesões ou feridas nos pés, o que pode resultar em complicações graves. Jordanna Maria Pereira Bergamasco, diretora da ABTPé, destaca a importância do exame visual periódico dos pés, do uso de meias claras para observar possíveis manchas de sangue e do cuidado com o uso de calçados inadequados. Além disso, a ABTPé ressalta a importância do controle da glicose no sangue para adiar complicações neurológicas nos membros inferiores e prevenir amputações.
O Ministério da Saúde afirma que vem desenvolvendo estratégias para promover a saúde e prevenir as complicações crônicas decorrentes do diabetes, incluindo acompanhamento nutricional, estímulo à adoção de hábitos saudáveis e investimentos em equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. No entanto, diante do crescente número de amputações, é essencial que sejam intensificadas as políticas de prevenção e cuidado com pacientes com diabetes para reduzir o impacto devastador que a doença pode causar.
O relato de Amanda Pereira, cuja mãe faleceu em decorrência de complicações do diabetes, evidencia a importância do cuidado e do acompanhamento constante para pessoas com a doença. A professora ressalta a necessidade de cuidados com a alimentação, prática de atividade física regular e acompanhamento médico como formas de prevenir complicações graves. Esses relatos destacam a importância de ações educativas e de prevenção para evitar o impacto devastador do diabetes na vida de milhões de pessoas no Brasil.









