BRASIL – “Estudantes enfrentam calor extremo no segundo dia de provas do Enem 2023 no Rio de Janeiro”

No segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, os estudantes cariocas enfrentaram um desafio extra: as altas temperaturas. Com o termômetro marcando acima dos 40 graus, os alunos que chegaram cedo aos locais de prova tiveram que se preparar não só com o kit básico de documentos e canetas, mas também com um reforço de água e, em alguns casos, até mesmo sorvete, para conseguir aguentar o forte calor.

Antes mesmo da abertura dos portões, já era possível avistar dezenas de estudantes aguardando do lado de fora dos locais de prova. Muitos deles, moradores de regiões distantes, optaram por antecipar a chegada para evitar contratempos com transporte público. A ansiedade em relação às provas de matemática e ciências da natureza (biologia, física e química) era compartilhada entre a maioria dos presentes.

Maicon Santos, de 18 anos, veio de Teresópolis para fazer a prova no Rio de Janeiro e enfrentou cerca de três horas de ônibus. Mesmo com a preocupação com o calor, ele demonstrou confiança: “Foquei em tentar manter a cabeça boa, para lidar com a ansiedade e não deixar isso atrapalhar na prova. Estudei tudo sozinho, pela internet. Acho que estou preparado, pelo menos otimista.”

Já Kayene Leite, também de 18 anos, moradora do bairro do Recreio, estudou sozinha utilizando materiais disponíveis na internet e também se preparou para enfrentar o calor durante a prova. “Apesar da ansiedade, estou mais confiante nas provas de hoje, das áreas de exatas, do que estava na redação e nas provas de humanas”, afirmou.

Além dos alunos recentes ou em vias de concluir o ensino médio, também havia participantes mais velhos, que buscam realizar um sonho antigo ou buscar uma nova carreira. É o caso de Andrea Costa, de 52 anos, que deseja cursar direito. “Depois da separação e de sofrer violência doméstica, decidi que precisava fazer alguma coisa para mudar minha vida. Voltei a estudar, concluí o ensino médio e decidi fazer o Enem. Estou tranquila para as provas. Matemática eu não sou muito boa, mas nas outras matérias eu vou dar um jeito”, disse.

Márcia Boaventura, com 51 anos, sonha em cursar medicina em uma universidade pública. Trabalhadora e mãe, admitiu que não estudou tanto quanto gostaria, porém mantém a esperança de se sair bem. “Hoje, estou um pouco mais nervosa, as disciplinas não são o meu forte. Mas quero muito fazer medicina, é o meu sonho, venho de uma família pobre e quero poder ajudar as pessoas que precisam”, afirmou.

Os desafios enfrentados pelos alunos, desde os mais jovens até os mais experientes, refletem a diversidade de trajetórias e sonhos presentes no Exame Nacional do Ensino Médio, processo fundamental para a construção do futuro dos candidatos e a realização de seus objetivos acadêmicos e profissionais.