BRASIL – Petrobras acompanha desdobramentos do conflito entre Israel e Hamas e impactos podem ser menores, afirma diretor em entrevista.

A Petrobras está de olho nos acontecimentos do conflito entre Israel e o grupo Hamas e afirma que, até o momento, os impactos no mercado são menores. Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da empresa, Claudio Schlosser, caso o conflito se agrave, pode haver impacto, principalmente na oferta de petróleo na região, afetando as importações de petróleo da Arábia Saudita.

Schlosser também ressaltou que a Petrobras está monitorando o diesel russo, uma das alternativas do mercado, e que a dinâmica do terceiro para o quarto trimestre deste ano é diferente para o diesel e a gasolina. Em relação ao consumo do diesel, ele apontou que ocorre um pico em outubro, devido à atividade agrícola e ao fim do ano industrial, seguido de um decréscimo. Já a gasolina tende a aumentar devido à entrada do 13º salário e o início das férias.

Quanto à redução do preço do petróleo no exterior e a queda do dólar, Schlosser frisou que a Petrobras busca mitigar a volatilidade no mercado internacional das cotações e da taxa de câmbio, sem transferir essa precificação para o mercado brasileiro. Ele também destacou a grande volatilidade no mercado atual, afetada pela enfraquecimento da economia chinesa, conflitos mencionados e cortes da Opep+, além da incorporação de restrições aos derivados da Rússia.

Além disso, Schlosser mencionou que o Plano Estratégico 2024-2028 da Petrobras ainda está em fase de elaboração e discussão pela diretoria, englobando o período 2023/2027, e que a empresa está estudando oportunidades de negócios no Brasil e no exterior, embora nada esteja fechado no momento. Qualquer decisão sobre investimentos só será definida quando o plano estratégico estiver concluído.

A Petrobras busca capturar a otimização dos ativos de logística e de refino e avalia as oportunidades de importação de derivados, visando obter o melhor resultado operacional e econômico. A expectativa é que o Plano Estratégico 2024-2028 seja compartilhado até o fim deste ano, porém, até o momento, não há informações novas sobre o plano sendo compartilhadas com o governo.