BRASIL – Presidente da Enel atualiza números sobre restabelecimento de energia na Grande São Paulo após tempestade e fala sobre ações do MPSP e da Câmara.

Após a tempestade que atingiu o estado de São Paulo na última sexta-feira (3), o presidente da Enel, Max Lins, informou que 11 mil imóveis da Grande São Paulo ainda estão sem energia elétrica. O restabelecimento nesses locais deve ser finalizado ainda hoje, segundo Lins. Os impactos do apagão afetaram cerca de 2,1 milhões de pessoas atendidas pela Enel.

A empresa tinha informado que o fornecimento de energia seria restabelecido até ontem (7), porém, esforços ainda estão sendo feitos para regularizar a situação. Além disso, a Enel tem um prazo de 30 dias para apresentar um plano de ressarcimento às famílias mais pobres que tiveram perdas em função do apagão, principalmente de alimentos.

Em reunião com a concessionária na terça-feira, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), sugerindo a indenização de todos os consumidores que ficaram sem energia elétrica no estado. A empresa terá 15 dias para responder a proposta.

Sobre o aterramento de fios, a Enel alega que o custo é significativamente alto e não pode ser repassado diretamente para o consumidor. A empresa enfatiza a necessidade de conduzir o programa com cuidado, levando em consideração estudos técnicos, demográficos e ambientais.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp, também informou sobre pontos sem energia elétrica afetando o abastecimento de água em trechos isolados em Cotia e Pirapora do Bom Jesus. A empresa continua trabalhando de forma emergencial para abastecer os locais críticos com caminhões-tanque.

Além disso, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, anunciou que o plenário deve votar nesta quarta-feira a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o serviço prestado pela Enel na cidade. O próximos passos serão decididos na sessão plenária convocada para hoje.

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC pretende cobrar rígida fiscalização e punição sobre as falhas no fornecimento da energia elétrica, além de solicitar que a Enel apresente um plano de ações aos municípios em caso de episódios semelhantes. O Grupo de Trabalho (GT) Procon Regional também deve realizar uma reunião para discutir medidas que os municípios podem tomar de forma conjunta e iniciar um levantamento regional sobre a falha no fornecimento de energia elétrica.

Após reunião dos prefeitos com o governo estadual, ficou decidido que a Enel tem 30 dias para ressarcir os comerciantes e munícipes que tiveram prejuízos por conta da demora no restabelecimento da energia elétrica nas cidades da região. Este é um assunto que ainda deve gerar bastante debate nos próximos dias, à medida que as autoridades e a empresa buscam soluções para os prejuízos causados pelo apagão.