
BRASIL – “Cerca de R$ 7,33 bilhões estão esquecidos nos bancos, sendo 71,35% valores pequenos que correntistas ainda não resgataram”
De acordo com as estatísticas do SVR, até o fim de setembro, um total de 16.548.665 correntistas haviam resgatado valores, o que representa apenas 28,65% do total de 57.764.704 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro do ano passado. Do total de beneficiários, 15.777.618 são pessoas físicas e 771.047 são pessoas jurídicas. Enquanto 38.252.616 pessoas físicas e 2.963.423 pessoas jurídicas ainda não fizeram o resgate.
A maior parte das pessoas e empresas que ainda não reivindicaram seus recursos têm direito a pequenas quantias, de até R$ 10, representando 63,43% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 24,92% dos correntistas, enquanto as quantias entre R$ 100,01 e R$ 1.000 representam 9,9% e apenas 1,75% têm direito a receber mais de R$ 1.000.
Após quase um ano fora do ar, o SVR foi reaberto em março, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgatar valores de pessoas falecidas. Em março, foram resgatados R$ 505 milhões e em agosto, R$ 264 milhões foram retirados, sendo esse um valor maior em comparação ao mês anterior, quando apenas R$ 210 milhões foram resgatados.
A nova fase do SVR trouxe várias melhorias, como a impressão de telas e protocolos de solicitação para compartilhamento no Whatsapp, além de inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Outra novidade é a sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia. Também foi incluída a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal.
Outra melhoria é a disponibilidade de consulta a fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado, como contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas, entre outros. Entretanto, o Banco Central alerta que os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos e que não entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais. Além disso, ressalta que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão, e pede que nenhum cidadão forneça senhas.









