
BRASIL – Brasil e 15 países formalizam criação da Ameripol para fortalecer cooperação policial na América e combater crimes transnacionais.
A assinatura de formalização da entidade será realizada em cerimônia no Ministério da Justiça, em Brasília, e envolveu o Ministério de Relações Exteriores e as embaixadas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ressaltou a importância desse mecanismo diante da transnacionalização do crime organizado, onde temas como a lavagem de dinheiro são essencialmente transnacionais e passam por cripto ativos. Dino também destacou que a intensificação da cooperação policial sobre os crimes cibernéticos em geral, inclusive por meio de cripto ativos, é um dos temas prioritários para a constituição da Ameripol.
O diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, delegado Andrei Rodrigues, foi apontado como o secretário-geral da Ameripol. Além disso, o ministro Flávio Dino e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinaram um acordo de cooperação técnica para a criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra). O foco do Cifra será o combate à lavagem de dinheiro por grupos criminosos, visando asfixiar financeiramente tais organizações, especialmente as chamadas narcomilícias.
Dino ressaltou que os acontecimentos no Brasil repercutem nos países vizinhos e que parte do que acontece nesses países tem repercussão direta no Rio de Janeiro e em outros estados. Ele valorizou a parceria com o governo do Rio de Janeiro para o combate às narcomilícias e salientou a importância do ajuste institucional para alcançar resultados positivos no campo da segurança pública e políticas públicas em geral.
A Ameripol surge como uma resposta conjunta dos países da região das Américas diante da transnacionalização do crime organizado e da necessidade de fortalecer a cooperação policial. A formalização da entidade representa um passo importante no combate aos crimes cibernéticos e à lavagem de dinheiro, temas que têm impacto direto na segurança e estabilidade dos países da região. A cooperação internacional entre as polícias das Américas promete trazer avanços significativos no enfrentamento do crime organizado e na promoção da segurança regional.









