
BRASIL – Violência contra a mulher atinge números alarmantes na cidade do Rio de Janeiro em 2022, expõe Mapa da Mulher Carioca.
Esses números foram divulgados como parte da 3ª edição do Mapa da Mulher Carioca, elaborado pela Secretaria Municipal de Políticas e Promoção da Mulher do Rio (SPM-Rio) e apresentado durante a 22ª Conferência do Observatório Internacional da Democracia Participativa, cujo tema foi Democracia Participativa para Cidades Diversas, Inclusivas e Transparentes.
Entre os tipos de violência mais notificados contra mulheres na faixa etária de 20 a 59 anos, a violência física foi a mais prevalente, com um percentual de 90,20%, seguida pela violência psicológica (31,90%) e sexual (11,40%). O documento também ressalta que a soma não totaliza 100% devido à possibilidade de mais de uma opção por vítima. Além disso, a cada hora, pelo menos uma mulher sofreu algum tipo de violência interpessoal.
No perfil dos agressores, predominantemente do sexo masculino (76,3%), a maioria era composta por parceiros íntimos e pessoas conhecidas, sendo que 52,9% eram cônjuge, ex-cônjuge, namorado, ex-namorado, e 11,4% eram pessoas conhecidas.
Além disso, o mapa revela que das 19.808 notificações de violência contra residentes na capital, 14% foram contra crianças com idade até 9 anos, sendo que seis em cada dez crianças eram negras. O documento também evidencia a prevalência de violência contra meninas nas faixas etárias de 1 a 4 anos e de 5 a 9 anos.
Outro ponto preocupante foi a violência contra mulheres com deficiência, que representaram 70% das notificações na parcela referente a mulheres com deficiência. Já em relação à pessoa idosa, a violência representa uma notificação a cada 8 horas, sendo que 71,4% das ocorrências ocorreram na residência.
Em relação aos crimes de feminicídio, houve um aumento significativo nos casos na capital. Em relação aos estupros, o dado mais alarmante é que a faixa etária até 11 anos teve o maior número de vítimas.
Um outro ponto relevante apresentado pelo Mapa foi a diferença salarial entre homens e mulheres: as mulheres residentes na capital tinham um rendimento mensal em todos os trabalhos de R$ 4.290, enquanto os homens recebiam R$ 5.496 no mesmo período.
A pesquisa também indicou as regiões do município com os índices mais alarmantes de violência contra a mulher, como Guaratiba, no centro, Santa Cruz e Barra da Tijuca, apontando a necessidade de políticas de proteção e promoção da mulher nessas localidades.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ressaltou a importância do Mapa da Mulher Carioca como base para a elaboração de políticas públicas voltadas para as mulheres. A secretária municipal de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, destacou o compromisso da secretaria em atender a todas as mulheres cariocas em sua diversidade.
Em resumo, os números apresentados pelo Mapa da Mulher Carioca mostram a urgência de medidas efetivas para combater a violência contra as mulheres em todas as faixas etárias e grupos sociais, além de evidenciar a desigualdade de gênero em diversos aspectos da sociedade carioca.









