CAIU A MÁSCARA: CPI da Braskem revela a verdadeira índole de senador por Alagoas
Rodrigo Cunha foi contra investigação da Braskem, que destruiu parte da capital

“Tente mover o mundo. O primeiro passo é mudar a si mesmo” é uma citação que, embora se atribua a Sócrates ou Platão, transcende sua autoria e se insere no contexto político alagoano, conforme ressalta o economista Elias Fragoso em seu recente artigo publicado no portal EXTRA. Esta frase, proferida por um dos maiores filósofos da história, contém um ensinamento valioso para a política contemporânea, distinguindo os agentes comprometidos com a verdadeira mudança daqueles que apenas simulam tal compromisso.
Há exatos cinco anos e sete meses, Maceió testemunhou o que é considerado o pior crime ambiental urbano do mundo. Um megadesastre que afetou profundamente a vida de milhares de habitantes, obrigando 60 mil pessoas a abandonarem suas casas e causando prejuízos a quase noventa mil residentes nos arredores do evento catastrófico. Isso não apenas afetou a capital alagoana, mas também oito municípios da região metropolitana, que sofreram consequências diretas e indiretas.
Este desastre não se limitou ao aspecto ambiental, mas estendeu-se a áreas como mobilidade urbana, patrimônio material e imaterial, perdas fiscais significativas e danos ambientais de grande magnitude. As perdas foram gigantescas para Maceió e ainda maiores para Alagoas como um todo. Nesse contexto, o economista Elias Fragoso enfatiza que a Braskem, a empresa apontada como a responsável pelo desastre, tem sido tema recorrente na política local nos últimos cinco anos, com muitos políticos usando a tragédia em suas campanhas, prometendo soluções que nunca se concretizam. No entanto, até recentemente, a justiça parecia mais favorável à Braskem do que às vítimas e aos afetados pela tragédia.
Mas nos últimos 30 dias, a Braskem foi forçada a iniciar negociações com o governo de Alagoas, que adotou o lema “Ninguém fica para trás” para tratar do passivo da empresa no estado de forma abrangente. Isso ocorreu após a polêmica negociação entre a multinacional e o prefeito da capital, que resultou em um acordo questionável. A Braskem pagou uma quantia que ela alegou ser de 700 milhões de reais, retendo essa quantia da indenização e recebendo ruas, praças e avenidas como pagamento. Até o momento, nenhum órgão de justiça havia iniciado uma investigação sobre essa possível irregularidade, até que o Senador Renan Calheiros denunciou o caso.
O senador Rodrigo Cunha, que anteriormente apoiou as vítimas do desastre, surpreendentemente passou a ser visto com menos frequência no noticiário relacionado à luta contra a Braskem. Recentemente, ele se manifestou contra a instalação de uma CPI que poderia investigar a empresa, alegando falta de legitimidade do Senador Renan Calheiros. No entanto, a CPI foi autorizada, as negociações avançam de maneira mais realista e inclusiva, e o governo do estado, juntamente com o Senador Renan Calheiros, têm se destacado no processo de buscar justiça e compensação para os afetados.
Portanto, o artigo de Elias Fragoso ressalta a importância da mobilização política e da vigilância sobre as ações da Braskem em Alagoas, destacando quem está ao lado dos interesses da população afetada e quem não está. A CPI e as negociações em curso são um passo crucial na busca por justiça e reparação após o megadesastre que assolou Maceió e sua região metropolitana.


